Os intelectuais piauienses na vida da comunidade

Os intelectuais da academia piauiense de letras (1917). Em pé, da esquerda para a direita: Jônatas Batista, Celso Pinheiro, Lucídio Freitas, Antônio Chaves, Benedito Aurélio de Freitas (Baurélio Mangabeira) e Edison Cunha; sentados, na mesma ordem: Fenelon Castelo Branco, Clodoaldo Freitas, Higino Cunha e João Pinheiro. FONTE: Domínio público/academia.org. br/academiapiauiensedeletras/acesso 15/07/2018. 


Quem são os intelectuais piauienses? Como participavam da vida da comunidade? Do mesmo modo, como acompanharam a problemática do sertão e, em particular, o sertão do Piauí? Qual a natureza da sua produção: romance, ensaio ou outro gênero de exposição de conhecimento? Que critérios foram adotados para reconhecer esses intelectuais como sendo estudiosos das províncias, da escola nordestina, romancistas do nordeste, regionalista; e do bandeirismo, bandeirantes escritores, bandeirólogos ou mitólogos modernos do pensamento brasileiro? 
    No Piauí, a pesquisadora Teresinha Queiroz em Os literatos e a República (1994), elaborou de modo esquemático e sugestivo o processo de desenvolvimento do pensamento piauiense entre 1880 e 1930, destacando as principais linhas e áreas, os autores e obras, a atuação de consagrados e novos talentos, os movimentos literários da época e as iniciativas para melhorar as condições materiais de suas publicações com a instalação das tipografias e livrarias – editoras em Teresina e, entre elas, a Imprensa Oficial do Piauí. Nessa mesma linha, Francisco Miguel de Moura, em Literatura do Piauí (2013), elaborou, à luz da historiografia literária que trata sobre o Piauí, um importante inventário dos autores e obras publicadas dentro e fora da província. O estudioso avalia que dentre os períodos estudados, a maior dificuldade encontrada por ele foi identificar como se deu a introdução do modernismo no Piauí. E reconhece que “precisa ser mais estudado no seu estilo [originário] e no que possa ter influído na cultura da nossa terra, posto que vivesse muito mais lá (no Sul) do que aqui” (MOURA, 2013, p. 133).

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